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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Beneficiados por medidas anti-tabaco









Mais da metade da população mundial beneficiada por medidas antitabaco, diz OMS




Por Ana Inés Cibils

MONTEVIDEO, 7 julho 2011 (AFP) - Cerca de 3,8 bilhões de pessoas - pouco mais da metade da população mundial - se beneficia de pelo menos uma das medidas contra o tabaco promovidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou nesta quinta-feira a instituição em seu terceiro informe sobre tabagismo.

O "Informe OMS sobre a epidemia mundial de tabagismo 2011" foi lançado no Uruguai, país destacado pela organização por sua legislação para combater o consumo de cigarros e que enfrenta atualmente uma ação da multinacional de tabaco Philip Morris por suas normas antitabaco.

As advertências sanitárias nos maços de cigarros protegem mais de um bilhão de pessoas em 19 países, quase o dobro que há dois anos, segundo o relatório.

Os avisos com imagens são mais efetivos que os que contêm apenas texto, especialmente nos países com taxas de alfabetização baixas, destaca o relatório, que recomenda renovar periodicamente as imagens para manter seu efeito.

O tamanho da advertência também aumenta sua efetividade, sustenta a OMS, que destaca que os países que obrigam a incluir imagens maiores nos maços de cigarros são Uruguai (80% da superfície), México (65%) e Maurício (65%).

No Canadá, o primeiro país a introduzir grandes advertências nos maços, em 2001, três em cada 10 ex-fumantes afirmam que elas os motivaram a abandonar o cigarro e mais de um quarto ressaltaram que as advertências ajudaram a não voltar a fumar.

Comportamentos similares foram observados na Austrália, Brasil, Cingapura e Tailândia, indica o organismo, que recomenda incluir nos maços de cigarros dados sobre os serviços que ajudam a parar de fumar.

28% estão expostos a campanhas massivas

Desde 2009, data da publicação do último informe, 23 países fortaleceram o monitoramento do consumo de tabaco.

Em relação à publicidade, a OMS destaca que entre 2008 e 2010 Chade, Colômbia e Síria aprovaram amplas proibições à promoção e ao patrocínio de cigarros.

Assim, quase 28% da população mundial - 1,9 bilhão de pessoas em 23 países - está exposta a campanhas massivas antitabaco nacionais e que seguem as recomendações do Convênio Marco da OMS para o Controle do Tabaco (CMCT), vigente desde fevereiro de 2005 e aprovado por 174 países.

Atualmente, há 19 países com 425 milhões de pessoas - 6% da população mundial - "totalmente protegidas das táticas de marketing da indústria, 80 milhões a mais que em 2008". Destes, quinze são de renda média ou baixa, observa a OMS.

Outros 101 países proíbem a publicidade impressa, televisiva ou de rádio e outros tipos de publicidade direta ou indireta, algo que a OMS considera "ainda insuficiente".

Cerca de 38% dos países (74 no total) não têm nenhuma restrição à publicidade de cigarros, ou têm restrições mínimas.

Por sua vez, nos últimos dois anos aumentou para 31 a quantidade de países que protegem fortemente a exposição à fumaça do tabaco, o que engloba mais de 739 milhões de pessoas (11% da população mundial).

Outras 210 milhões de pessoas estão protegidas por leis estatais, como ocorre no Brasil e nos Estados Unidos.

O informe destaca o caso da Venezuela, que, embora não tenha ratificado o CMCT, "começou a implementar a maioria das medidas de controle de tabaco do tratado".

Podem e devem fazer mais

"A quantidade de pessoas atualmente protegidas por medidas de controle do tabaco está aumentando a um ritmo destacável", observa no informe o subdiretor geral da OMS, Ala Alwan.

"No entanto, a epidemia do tabaco segue se expandindo devido ao marketing da indústria do tabaco, ao aumento da população em países onde aumenta o uso do tabaco e ao vício do tabaco, que dificulta que as pessoas deixem de fumar", acrescenta Alwan, que sustenta que todos os países "podem e devem fazer mais" para cumprir seu compromisso com o CMCT.

A OMS adverte que o tabaco continua sendo a maior causa mundial de mortes evitáveis, matando a cada ano quase 6 milhões de pessoas.

"Se a tendência mundial se mantiver, em 2030 o tabaco matará mais de 8 milhões de pessoas ao ano, e 80% destas mortes prematuras serão registradas nos países de renda baixa e média", conclui.

Fonte: Notícias UOL

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fumo passivo mata...

Fumo passivo mata mais de 600 mil pessoas por ano

Dados da OMS mostram que o cigarro mata quase seis milhões anualmente

A cada ano, morrem mais de 600 mil fumantes passivos em todo o mundo. Desse total, 165 mil são crianças, de acordo com estimativas publicadas nesta quinta-feira (25) pela revista científica The Lancet.

De acordo com os autores do estudo, as crianças são as primeiras vítimas do tabagismo passivo porque não podem evitar a principal fonte de exposição: quando seus pais fumam em casa.

Se somadas essas 600 mil vítimas às 5,1 milhões de mortes em decorrência direta do cigarro, chega-se a um total de 5,7 milhões de mortos do tabagismo anualmente.

Trata-se do primeiro estudo que avalia o impacto global do fumo passivo. Os pesquisadores, que são do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), utilizaram dados de 2004, os mais recentes disponíveis no conjunto de 192 países analisados.

No total, 40% de crianças, 33% de homens e 35% de mulheres não fumantes estavam expostos ao tabagismo passivo em 2004.

Segundo estimativas do estudo, a exposição provocou 379 mil mortes coronarianas, 165 mil por infecções das vias respiratórias, 36,9 mil devido à asma e 21,4 mil por câncer de pulmão. Assim, no total, foram constatados 603 mil óbitos por fumo passivo.

Das 165 mil crianças menores de cinco anos que morrem de infecções respiratórias causadas pelo fumo passivo, dois terços estão na África e no sul da Ásia.

Apenas 7,4% da população mundial vive hoje sob legislação "não fumante". Os autores do estudo recomendam "um reforço imediato" da Convenção Marco da OMS para a luta contra o tabaco, que inclui taxas mais elevadas para venda de cigarros, pacotes de produtos neutros (sem marca) e com mensagens sanitárias.

Segundo os pesquisadores Heather Wipfli e Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, "é inadmissível que 1,2 bilhão de fumantes no mundo exponham milhões de não fumantes ao fumo passivo".

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Fonte R 7
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